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O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (15), mas permanece negociado perto de R$ 4, após decisão do Banco Central do Brasil de mudar sua forma de atuar no câmbio, com leilão à vista de dólares a partir da próxima semana, com os investidores monitorando o exterior, onde prevalecia a aversão ao risco ligada a temores de uma recessão global.

A moeda norte-americana caiu 1,21%, a R$ 3,9896 na venda. Na máxima do dia, a cotação foi a R$ 4,0434. Na semana, o dólar acumula alta de 1,26%. No mês e no ano, o avanço é de 4,48?,98%, respectivamente. O Banco Central anunciou na noite de quarta-feira mudanças em sua forma de atuar no mercado de câmbio, com vias a trocar posição cambial em contratos de swap tradicional por dólares à vista, formalizando novo modelo de intervenção cambial para aprimoramento do uso dos instrumentos disponíveis.

Será a primeira vez que o BC ofertará dólares das reservas sem compromisso de recompra desde fevereiro de 2009. O BC não disponibiliza swaps reversos desde novembro de 2016. O BC informou que, de 21 a 29 de agosto, fará ofertas simultâneas de 550 milhões de dólares à vista e de igual montante em contratos de swap cambial reverso. A atuação simultânea visa trocar, por dólar à vista, um total de US$ 3,8445 bilhões em swaps cambiais tradicionais que expiram em outubro e que ainda não foram rolados pelo BC.

A autoridade monetária justificou a mudança na forma de atuar no câmbio citando maior busca por liquidez no mercado à vista — e não no segmento futuro, onde tradicionalmente a demanda por «hedge» é maior e atendida pelos swaps cambiais. O BC enfatizou que a atuação «não altera» sua política cambial, «pautada no câmbio flutuante», sem prejuízo da atuação da autarquia em busca da manutenção do regular funcionamento do mercado, afirmando que trata-se de um aperfeiçoamento no uso de instrumentos que estão à sua disposição.

«A tendência é que o anúncio do BC por si só dê um impacto pra vir abaixo dos 4 reais… Na semana que vem, começa a recuar mais (com o início dos leilões)», afirmou à Reuters o diretor de câmbio do banco Ourominas, Mauriciano Cavalcante. Ele pontuou, entretanto, que esse movimento ocorrerá caso não haja nenhuma notícia inesperada no front global, notadamente sobre as economias da China, Alemanha e Estados Unidos, além da guerra comercial.

Temor de recessão global

A queda do dólar, entretanto, era parcialmente limitada neste pregão pelo cenário externo, depois que a inversão da curva de rendimento dos títulos dos Estados Unidos na véspera espalhou temores de que a maior economia do mundo pode estar caminhando para uma recessão, arrastando o restante do mundo junto.

Com isso, crescem as apostas no mercado de que os bancos centrais mundiais atuarão com força para reagir a tais alertas. Os rendimentos das notas de dois anos caíram abaixo dos de 10 anos pela primeira vez desde 2007 na quarta-feira, e a diferença entre os dois estava em -0,91 pontos básicos nesta quinta, sinalizando que a maior economia do mundo pode entrar em recessão.

Fonte: Fiems

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