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O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (16), acima do patamar de R$ 4, com os investidores atentos à cena política local e acompanhando desdobramentos na disputa comercial entre Estados Unidos e China, que segue pressionando mercados emergentes. A moeda norte-americana subiu 0,97%, vendida a R$ 4,0352.

É o maior patamar de fechamento desde 28 de setembro do ano passado. Na máxima da sessão, o dólar chegou a R$ 4,0411. Neste ano, o dólar já acumula alta de 4,16%. A bolsa de valores também teve uma sessão ruim e opera em queda. Na cena local, os investidores seguiram atentos ao andamento da reforma da Previdência no Congresso. Ela é considerada fundamental para o acerto das contas públicas do país.

Os últimos dias foram marcados por protestos contra o governo, particularmente cortes de verbas em universidades federais, além de investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente e declarações controversas pela equipe de Bolsonaro. Em Dallas, nos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que o objetivo da quebra do sigilo de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), é atingi-lo.

A quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador foi autorizada pela Justiça. Relatório do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta indícios de que Flávio Bolsonaro comprou e vendeu imóveis para lavar dinheiro. No cenário externo, o número de norte-americanos que entraram com pedido de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada, apontando para um mercado de trabalho forte que deve sustentar a economia em meio à desaceleração do crescimento.

Dentro da guerra comercial, a China criticou nesta quinta-feira a decisão do governo dos Estados Unidos de colocar a gigante de equipamentos de telecomunicações Huawei em uma lista negra e disse que adotará medidas para proteger suas empresas, em mais um teste para as relações entre as duas potências. A China disse que adotará todas as medidas necessárias para proteger os direitos legítimos das empresas chinesas.

A expectativa de que esse sentimento permanecerá até a reunião do G20, no fim de junho, quando deve haver alguma definição. Até lá, a questão continuará fazendo preço nos mercados a depender das declarações e ações de ambas as partes, destaca a agência Reuters. O Banco Central vendeu nesta quinta-feira todos os 5,05 mil swaps cambiais tradicionais ofertados em leilão para rolagem do vencimento julho.

Em 11 operações, o BC já rolou US$ 2,778 bilhões, de um total de US$ 10,089 bilhões a expirar em julho. O estoque de swaps do BC no mercado é de US$ 68,863 bilhões.

Fonte: Fiems

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